blogue da disciplina de Psicologia Social da FLUP

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Definição do termo Identidade, segundo vários autores

Definições do termo Identidade:

- qualidade do idêntico, capaz de reunir um conjunto de factores próprios e exclusivos a cada pessoa (Hollanda)

- compreendendo aspectos de ordem objectiva, subjectiva, individual e social (Erikson)

- implicado na percepção da constante articulação entre permanência e mudança de princípios e propósitos apresentados pela pessoa (Drever)

- envolvendo características centrais de um indivíduo, as quais guardariam um compromisso com uma concepção de homem em constante e dinâmica construção (Rorty & Wong)

- relacionado com o desenvolvimento psicossocial do sujeito através da passagem por fases (Erikson)

- como consciência que todo o indivíduo tem de si mesmo, da sua origem, filiação, relações que estabelece, atributos físicos e psicológicos e factores capazes de diferenciarem de outros indivíduos (Kruger)

Kruger destaca 4 aspectos:

1º: pode ser apresentada como tendo a sua origem na apercepção de características pessoais e permite que este indivíduo alcance a crença de que seja diferente doutros em alguns aspectos;

2º: possibilidade que qualquer sujeito tem de distinguir, na sua auto-apresentação simbólica, a existência de diversas dimensões, isto é, das variadas formas de identidade por ele apresentadas ao se inserir em grupos, colectividades e processos sociais.

3: constitui-se com base em crenças autodescritivas e auto-avaliativas, as quais lhe conferem um carácter dinâmico que permite mudanças.

4: este sistema de crenças contribui para o desenvolvimento da personalidade e da conduta dos indivíduos.

O processo de socialização caracteriza-se como dinâmico, universal e contínuo, isto é, onde as pessoas se influenciam umas às outras e, consequentemente, são influenciadas a todo o momento, movimento que ocorre em toda e qualquer sociedade e acompanha o homem ao longo da sua vida.

De acordo com Pereira e Jesuíno, a socialização caracteriza-se em termos de aprendizagem de papéis sociais, os quais seriam definidos como o comportamento que é esperado, por outras pessoas, de um indivíduo que ocupa uma determinada posição social.

Assim, Dahrendorf situa o “homo sociologicus” como o homem portador de papéis sociais pré-formados, isto é, a pessoa vestindo diferentes “máscaras” no decorrer da sua vida.

A Psicologia Social estabeleceu uma divisão entre:

- identidade pessoal: dirige-se a características individuais;

- identidade social: compreende a condição do sujeito se perceber membro de um grupo, de modo a também incluir na sua configuração, a valorização e significância emocional desta pertença. Assim, é associada a grupos dos quais o indivíduo participa, assim como conjuntos de referência onde não houvesse a inclusão do mesmo.

O conceito de identidade psicossocial apresenta-se como sendo uma configuração que contemple factores privados, públicos e relativos à vinculação entre o particular e o colectivo.

texto de: Margarida Roque, Francisco Magalhães e Bernardo Marques

1 comentário:

José Azevedo disse...

a psicologia social tb tenta ( e nós tb tentamos) ultrapassar essa visão da identidade social e pessoal como dimensões que podem ser estudadas separadamente