blogue da disciplina de Psicologia Social da FLUP

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

"A privacy paradox: Social networking in the United States" "

A utilização mais acentuada das redes sociais tem vindo a preocupar cada vez mais a sociedade. Nesse sentido, Susan B. Barnes analisou diferentes aspectos do paradoxo da privacidade, apontando as suas consequências e em conclusão, realça algumas medidas que podem ser tomadas em relação à privacidade.
Cada vez mais as redes sociais são vistas como um processo de comunicação mediado no desenvolvimento das relações dos indivíduos. Este processo verifica-se com mais frequências nos jovens de modo a que, os adolescentes utilizam os sites para conhecerem outras pessoas e para explorarem a formação da identidade.
Com o crescimento da popularidade destas redes sociais, estas passaram a controlar todos os aspectos da vida humana e do comportamento social.
Nas suas páginas pessoais, os jovens revelam aspectos pessoais sobre a sua vida que estão acessíveis a amigos, pais, escola e futuros empregadores. Os limites entre o espaço público e privado não estão bem definidos pois na Internet existe uma ilusão de privacidade.
É de fácil percepção que a partilha de informação pessoal nas redes sociais é perigosa. A maioria dos utilizadores destas redes sociais (como por exemplo Facebook, MySpace, Hi5...) não têm noção do perigo que correm em fornecer determinadas informações como é o exemplo o endereço de e-mail ou a localização.
Susan Barnes explica que a solução do paradoxo não é simples e a palavra-chave para a utilização destas redes sociais é a prevenção. Nós precisamos de ser mais activos na educação uns dos outros para a utilização segura destas redes.

Será que temos um problema quando partilhamos informações pessoais nas redes sociais?

2 comentários:

Manuel Joaquim disse...

Talvez vá ser demasiado pragmático! Mas, se é real que todos corremos riscos ao libertarmos certas informações pessoais, também não será menos verdade que o nosso universo começa, cada vez mais, a tender para a transparência, através do maior conhecimento de quem são os "bons" e os "maus", segundo a nossa própria concepção. Quer-me parecer que o maior problema estará na individualização crescente, inimiga da força. Suportado no velho adágio "a unidade faz a força" reforço a necessidade de "espevitar" as relações inter-pessoais dos afectos que, na minha óptica, serão a defesa do ser humano.

Cledemilson disse...

Tinha minha opnião sobre rede social, achava que o orkut, o fecebook, entres outros era uma forma que as pessoas usavam a fim de construir e contribuir para a formação da identidade do outro. Mas agora vejo que não, pois a grande rede é da interação com o outro no dia a dia, estou recentemente estagiando no Cras e sinto o que é rede social, as pessoas trazem as suas dificuldades e nós sentimos de perto o que aquelas pessoas precisam, e damos a elas toda a atenção para que assim possamos esta contribuindo para a sua contrução.