blogue da disciplina de Psicologia Social da FLUP

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Prometeus - A Revolução dos Mídia

video



Comentário ao vídeo “Prometeus”

"O vídeo “Prometeus”,(...) oferece uma panorâmica sobre a
evolução dos mídia ao longo dos anos, projectando hipotéticos acontecimentos para o futuro da comunicação.

O autor do vídeo começa por dizer que o surgimento da Internet no final do último século antecipou o declínio da “mídia antiga”, levando a uma
necessidade de protecção de copyright, com mais restrições e mais leis que defendessem os direitos de autor.
Devido às transformações que rapidamente se processaram, a rádio, a televisão e a imprensa escrita fundem-se, convergindo na web, levando, por exemplo, ao aparecimento do jornalismo online. Grandes empresas como a Google apostam em estações noticiosas e o público adere em massa.
A imponência da Era Digital reflecte-se na remediação imediata dos modelos tradicionais: Os canais de notícias ficam disponíveis na Internet, os jornais são distribuídos gratuitamente e muitas outras empresas deparam-se com dificuldades para conseguirem sobreviver e manterem a sua mão de obra.

Com isto, a informação passa a ser consultada via Internet (colaboração), propiciando uma utilização em massa deste serviço. O utilizador consulta apenas os conteúdos do seu interesse, ignorando aqueles que considera acessórios. A isso se chama individualização. Aliás, o próprio conceito de “página web” poderá ser questionado (...) existência de “páginas web” que não obdecem à estrutura tradicional que está estabelecida, apresentando-se de forma inovadora e transmitindo uma ideia de flexibilidade e maleabilidade que outrora seria difícil de imaginar, gerando, no consumidor, uma sensação de que afinal a informação ou a página não tem que ser estanques nem obedecer a princípios impostos relativamente à disposição do conteúdo.
Na rede existe também a possibilidade de assumir diferentes identidades. Surge, então, o conceito de second life.
Para 2011, adivinha-se a generalização dos anúncios publicitários na Internet e reforça-se a ideia de que a informação não tem que ser estática, podendo modificar-se com o decorrer dos acontecimentos em tempo real.
Em 2015, sugere-se o fim da imprensa feita em papel e da transmissão de conteúdos pela televisão. Consolida-se a posição do digital no mundo e da sua importância como agregador de todos os mídia, condensando a informação num só espaço.
Com a banalização da informação, o autor do vídeo prevê, para 2020, a ilegalização dos direitos de autor.
Surge a necessidade de armazenar uma grande quantidade de
conhecimento. O cérebro humano não conseguirá suportar tamanho afluxo de informação. Vannevar Bush, em 1945, já previa o surgimento destas situações no seu artigo “As We May Think”, revelando-se acima do seu tempo em termos de ideais para o futuro. Segundo ele, a civilização humana começaria a tornar-se tão complexa, que necessitaria de mecanizar todos os seus conhecimentos, através de uma máquina que conseguisse aglutinar o máximo de informação possível – o denominado Memex. Surge então o conceito de hipertexto.

Para 2022, já se adianta a possibilidade de “copiar” a realidade: As pessoas poderão estar nos mais variados sítios do mundo. A vida torna-se assim virtualizada.
Seguindo a mesma linha cronológica, em 2027 a Second Life evoluirá para Spirit, podendo as pessoas partilharem todas as suas experiências, sentimentos e vontades com os outros.
Em 2050, a vida virtual tornar-se-á o maior mercado do mundo.
O vídeo expõe alguns aspectos positivos, tais como novas formas de comunicação e de convívio, realça a inovação e a tecnologia mas, ao mesmo tempo, sugere uma monopolização de determinadas companhias e o questionamento da identidade humana, dado que se poderão assumir várias identidades, posições e papéis na rede, que destroem radicalmente o que estava imposto. Não se poderá dizer que a web será o único canal de partilha, convívio e comunicação, mas, certamente, terá uma importância crescente em todo esse processo."

Joaquim Ferreira

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