blogue da disciplina de Psicologia Social da FLUP

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Second Life não é só palco para música

2009-11-18
C.S./D.E.S.
Nem só de música vive o Second Life. O mundo virtual, que tem recebido um crescente número de artistas portugueses, serve de plataforma para diversas manifestações culturais.
Rui Lourenço, da Associação Centro Cultural Virtual, que presta apoio a artistas que se queiram aventurar no Second Life, explica que a plataforma tem características únicas para a produção cultural. "É um mundo onde tudo é possível e a nossa imaginação é o limite", declara, acrescentando que "é uma ferramenta poderosa em termos culturais", pois "permite, de uma forma extremamente barata, fazer com que o acesso à cultura seja muito mais vasto".
No caso português, o Second Life, entende Rui Lourenço, pode funcionar como uma rampa de lançamento e promoção da cultura lusitana. "Portugal tem um grande problema: tem muita gente a fazer coisas muito boas, mas somos só dez milhões. A única hipótese que temos de continuarmos a fazer coisas muito boas e viver disso é ir para o mercado internacional. Nisso, sim, as novas tecnologias podem e devem ajudar".
E os exemplos de sucesso não são difíceis de encontrar: "Fizemos uma ilha de demonstração de um fado e a primeira coisa que se ouvia quando se chegava à ilha era os 'Verdes anos', de Carlos Paredes. Começámos a receber emails de pessoas a perguntar que música era aquela e as pessoas começaram a comprar a música via iTunes".Desde então, a música do fadista português acompanha "um taxista de Londres, em Inglaterra, fazendo-lhe companhia todos os dias no caminho para casa", ou até mesmo um "piloto norte-americano", que põe o fado a tocar sempre que pilota o avião.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/interior.aspx?content_id=1423325

Sem comentários: